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5 tendências de comportamento humano a partir da pandemia

Nancy Giordano, futurista, estrategista corporativa e keynote internacional do CONAREC 2020, foi uma das estrelas do primeiro dia do Conarec, o Congresso Nacional das Relações Empresa Cliente. Ela participou do painel “Anormal e antinormal: o despertar de um consumidor em reconexão” e, entre outros assuntos, ela destacou cinco tendências que podem moldar a economia global – e, claro, as relações de consumo.

Revolução industrial? Não, revolução da produtividade

Segundo Nancy, é um engano falar em quarta revolução industrial. Na verdade, estaríamos vivendo a chamada quarta revolução da produtividade. “Na verdade, vivemos o início de algo que eu descreveria como a quarta revolução da produtividade. As pessoas chamam de quarta revolução industrial, mas o mundo é digital, e não industrial. Teremos uma explosão de inovação que virá a partir da ideia de eficiência. Estamos no limite de um futuro digital completamente diferente”, afirma Nancy, que acredita que o motor dessa mudança será a inteligência artificial. “A I.A será como a internet que mudou completamente a maneira como o mundo funcionava nos anos 2000”, disse.

O impacto do consumo no planeta

A máxima da ação (de consumo) e reação (do planeta) ficam evidentes para os seres humanos, segundo a futurista. “A pandemia contribuiu para uma queda significativa nos níveis de poluição. Vemos ainda o impacto do planeta sobre nós. Não podemos parar todas as atividades econômicas para que possamos ter um planeta saudável, então como vivemos em melhor equilíbrio? Vemos alguns movimentos como cidades prometendo funcionar como 100% de energia renovável e empresas globais se comprometendo a se tornarem 100% carbono neutro em toda a sua rede”, afirma.

Maior atenção para as desigualdades

A pandemia expôs ainda mais as desigualdades que persistem nas relações humanas. E isso pode aumentar a consciência coletiva sobre o problema. “Nós já sabíamos que havia uma economia bipolar, que a riqueza estava cada vez mais concentrada nas mãos de pequenos grupos, a custo do crescimento de outros. Estamos todos na mesma tempestade, mas não no mesmo barco. E eu acho que estamos nos tornando muito mais conscientes disso”, disse.

Resiliência

Nós seres humanos, quando provocados, podemos elevar o nível de resiliência. E isso mostra a capacidade de adaptação das pessoas. “Nós nos tornamos mais conscientes da nossa própria resiliência, de nossas capacidades, da nossa rede de apoio que nos ampara. Estamos pensando muito mais no sistema de apoio externo. Com certeza estamos prestando mais atenção uns nos outros. Estamos também olhando para os sistemas ao nosso redor e pensando se estão ou não nos amparando. Vemos pessoas pensando não apenas empregos, mas habilidades para a vida”, disse.

Amadurecimento dos Millennials

O distanciamento social estaria acelerando o processo de amadurecimento do comportamento da geração Z ou Millennials.  “O grupo da Geração Z ou ‘Millennials’ é de pessoas jovens que estão amadurecendo neste momento com uma mente social empoderada. Eles não tomam uma decisão sozinhos, estão sempre consultando seus amigos ou um grupo social. É uma era de reinvenção, de responsabilidades enormes e de, infelizmente, uma crescente ansiedade. Isso tem sido um grande problema. E só piora enquanto as crianças estão tentando descobrir como passar por esse momento tão disruptivo que estamos agora. Precisamos prestar muita atenção nisso”, disse.

Com informações da Consumidor Moderno