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Reskilling: precisamos ser fluentes digitais

R e s k i l l i n g ou requalificação profissional. Atitude que eu, você e todo profissional que deseja trilhar uma carreira de sucesso, em plena era digital, tem que tomar. Somos seres vivendo intensamente a cibercultura, portanto atores e autores da nossa trajetória profissional que, de uma forma ou de outra, exigem habilidades ligadas ao digital, seja para criar, construir, comunicar, vender e principalmente inovar. 

Dito isso, a pergunta que fica é: eu preciso mesmo de um reskilling? E a resposta não poderia ser mais clara: sim, óbvio, para logo, o quanto antes. Imagine fazer uma empresa crescer sem ela passar pela transformação digital, que, de forma direta, é levar sua empresa do âmbito analógico para o uso da inteligência artificial, do machine learning e da transmissão de dados de alta velocidade.

Ter fluência digital ultrapassa saber manusear ferramentas desse âmbito. Permite-nos olhar para a tecnologia e a digitalização da sociedade como meio e ambiente de transformação, respectivamente. É impossível liderar qualquer negócio sem que este passe por profundas ou leves transformações. 

Quem conseguiu chegar lá

Vejamos a Netflix hoje e em 1997, quando foi fundada, em meio a VHSs, DVDs, locações de vídeos na Blockbuster. Inspirada na Amazon, outra que sofreu profundas transformações oportunizadas pela digitalização, a Netflix é hoje a maior distribuidora de entretenimento audiovisual, por streaming (olha aí a tecnologia como motivo, suporte, estrutura e core do negócio), do planeta ocidental. 

A Harvard Business Review aponta as empresas no TOP 20 em transformação da última década. Não precisa falar que um dos principais drivers da mudança é o impacto financeiro, mas o que leva à profunda transformação no core, nos propósitos e até no modelo completo do negócio é a fluência digital – a capacidade de analisar, trocar, ousar é dar asas à inovação.

Philips, LEGO, Netflix, Amazon, Alibaba, The Walt Disney Company, Apple e muitas outras essencialmente digitais e somente existentes no mundo digital são exemplos de empresas que apuram cada vez mais a sua fluência digital e seguem transformando seus negócios, para que vivam rentáveis e relevantes para todo o sempre. 

Então, se um executivo não sabe como usar tecnologia, qual solução existe, como ele levará os negócios a era digital? Como ele poderá enxergar oportunidades como os exemplos acima? Se você não conhece o mínimo de tecnologia, os processos, digamos, se complicam um pouco mais. Sem um belo jogo de cintura para encarar e dominar a série de recursos que temos hoje em dia, os negócios tendem a…ficar para trás. Para ganhar esse jogo de mercado, é essencial correr atrás da fluência digital.

Fluência digital + Transformação digital + Transformação cultural

A base das bases para o executivo dos tempos atuais. Ainda não vivemos entre carros voadores, mas o futuro está aqui. Como falamos, quem iria imaginar que as fitas VHS iriam se transformar em filmes online e transmitidos 24h por dia, em qualquer lugar, desde que houvesse a transmissão de dados via internet? Internet, dados, cabos? Pois é, tudo isso aconteceu, vem acontecendo e continuará dessa forma.

Contudo, fique de olho, pois a transformação digital e a sua fluência digital precisam passar também por uma transformação cultural. Uma companhia terá grande movimentação nesta era se os CEOs passarem também por uma enorme transformação cultural, com o olhar centrado na necessidade e satisfação do cliente. Reskilling é isso. Não é só entender o que é a tecnologia, mas como a tecnologia pode trazer benefícios para o seu cliente final, e como isso dentro da empresa pode entregar experiência, se materializando em realidade. 

Transformar a experiência do consumidor, digamos, é um dos efeitos colaterais mais esperados que toda essa fluência digital traz, estimulada pelo seu próprio reskilling. Todo mundo está falando que está transformando, mas será mesmo? Isso não é algo para colocar como a meta de ano, é para ir subindo degrau por degrau e se enraizar dentro de você. Se a requalificação já era palavra de ordem há alguns anos, agora ela é, sem dúvidas, uma parte do todo da era digital em que vivemos. 

 

Solemar Andrade, CEO da Plusoft