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Estamos preparados para sermos hiperconectados?

Em menos de 30 anos o mundo já viveu inúmeras transformações, principalmente quando falamos em conexão à internet, uso de celulares e a facilidade de acesso a informações de qualquer lugar do mundo — e 24 horas por dia. A verdade é: estamos ainda no meio de um looping que continuará por, pelo menos, mais 10 anos.

A grande transformação da nossa era será, sem dúvidas, o surgimento e uso em massa da conexão 5G. E isso já é realidade esperada para entrar em cena em 2020, com o ápice do uso pelos brasileiros até 2025. O que isso significa? Muito mais do que contar com internet rápida, isso será o passo definitivo para a hiperconectividade.

Agora a questão é: será que estamos preparados para tanta tecnologia e uma imersão completa na conectividade das coisas, e até da nossa própria vida? De que forma tudo isso impactará na forma como fazemos nossas tarefas? Boa questão.

O que vem por aí?

A hiperconectividade atuará sim em todas as frentes. Por exemplo:

– Nas ruas: serão infinitos pontos conectados nas ruas de todos os cantos do mundo. Isso vai integrar pessoas, transporte urbano, carros e tudo o mais que imaginar, usando a geolocalização em tempo real.

Uma ótima forma de imaginar essa realidade é se olharmos para a mídia Out Of Home (OOH), que será uma das mais importantes para empresas e clientes. As campanhas serão movimentadas junto com o passar de um consumidor em frente ao outdoor, com uma mensagem para cada pessoa de forma ultra personalizada e, claro, sempre em tempo real. Que tal?

– Lojas:  eis aqui uma das áreas mais impactadas com a hiperconectividade. A ideia é de que daqui a, no máximo, 20 anos, todas as lojas sejam conectadas por dispositivos móveis, com pontos de conexão física no ponto de venda, de forma 100% integrada.

Na prática, isso significa que as lojas terão ferramentas para se conectarem e terem acesso às suas informações (pelo celular, relógios inteligentes etc), podendo já detectar o que você quer ou precisa comprar, fazendo uma leitura comportamental do cliente. Ou seja, quando falamos em lojas conectadas, a conexão é total.

A inteligência artificial e a Internet das Coisas estarão tão enraizada na nossa vida, que, ao entrar em uma loja, você receberá em mãos (seja no seu celular, relógio, óculos de realidade aumentada etc.) todas as informações de produtos daquela marca, promoções e por aí vai, personalizado de acordo com as suas preferências – monitoradas pelos dispositivos e pelo seu comportamento anterior. É hora de se questionar como a sua marca vai usar toda essa tecnologia para trabalhar um período de vendas como a Black Friday, já imaginou?

– Casas: este será o lar da Internet das Coisas (iOT). Seus aparelhos domésticos, você, e qualquer objeto que estiver dentro da sua casa vão estar altamente conectados. Lembra daquela historinha de pedir para a geladeira montar o seu cardápio do dia com o que tem dentro dela? Isso é só um exemplo.

Fazer compras no supermercado direto pelo fogão ou pela geladeira também será normal. E as entregas? Quem sabe o drone da Amazon seja seu entregador, ou do Google…E a Alexa, a Assistente Virtual Inteligente (AVI) da Amazon já estará muito, muito mais evoluída e repleta de funções que ainda nem temos noção (até temos, mas deixamos quietinho no nosso subconsciente) — outros AVIs também ganharão espaço e destaque.

– Pessoas: vamos carregar chips dentro de nós. Seremos praticamente todos detectáveis em qualquer lugar do mundo, o que tem suas vantagens e desvantagens, é claro. Para abrir uma conta, entrar no trabalho, pedir ajuda médica, ou o que seja, o chip será a peça chave para agilizar processos.

Porém, isso também fará com que nenhum de nós consiga ter mais sua privacidade respeitada. Provavelmente existirão algumas maneiras de “se desligar”, mas não será algo a ser feito com naturalidade. Digamos que é aqui que a pergunta esteja mesmo mais forte: estamos preparados para tanta tecnologia a esse ponto?

O que diz a Singularity University

É válido passarmos alguns números compartilhados no último Summit da Singularity University (SU), uma das mais importantes instituições com foco em tecnologia no mundo, que mostram exatamente o que dissemos.

Segundo eles, até 2020, teremos 1 trilhão de dispositivos e sensores conectados à internet. E até 2030, isso vai pular para mais de 100 trilhões de dispositivos. A hiperconectividade é uma questão de tempo, e de pouquíssimo tempo.

Estar hiperconectado será, de fato, uma realidade difícil de fugir (o que para alguns é ótimo, mas para outros, nem tanto). Quanto mais conhecermos e experimentarmos da tecnologia no nosso dia a dia, melhor preparados estaremos para decidir o quanto seremos ou não hiperconectados. Afinal, com a hiperconexão também chegam as leis de proteção à privacidade digital. Mas isso é um assunto para outro post. 😉

Por Solemar Andrade, CEO da Plusoft