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Make it simple. Sobre o desafio de simplificar.

Simples e não simplório. Há uma importante diferença no significado dessas palavras. Simples: substantivo ou adjetivo para algo sem complicações ou complexidade. Simplório: substantivo ou adjetivo para algo bobo, tolo, fácil de passar. No que diz respeito à atitude, pessoas simples resolvem a complexidade, enquanto as simplórias a evitam.

É interessante como as pessoas tomam atitudes simplórias, tratando a complexidade como um obstáculo e não como desafio a ser superado. Ou mesmo aquelas que supervalorizam a complexidade como item essencial de sobrevivência e acabam por se verem na fatídica cilada de “correr atrás do próprio rabo”.

Simplicidade e complexidade, ou melhor, atitudes simples e complexas. Tenho refletido mais e mais sobre como simplificar processos, raciocínios e tudo mais. Confesso que de todos os desafios que me aguardam em 2020, simplificar e liderar processos e soluções mais simples é o maior deles. E compartilho aqui com você minhas reflexões.

Complexidade não é sinônimo de qualidade

“Ah, isso é complexo! Vai ser impossível fazer”. Quantas e quantas vezes saí de uma reunião com essa afirmativa ecoando na minha cabeça? Inúmeras. E tenho certeza que você também. Imagine se a Amazon, o Google, a Apple, a Phillips, as operadoras de seguro, de turismo e outras centenas de empresas tivessem desistido na sua primeira versão, por causa da complexidade? Não teríamos conquistado todos os avanços de hoje. 

Temos que parar com o vício de achar que quanto mais cheio de detalhes e processos um projeto tiver, mais completo e de maior qualidade ele será. É preciso desconstruir essa ideia e zelar por mais atitudes que nos levem ao caminho contrário: simplificar.

Simplificar pode ser sinônimo de produtividade, sim!

Se eu tivesse perguntado às pessoas o que elas queriam, elas diriam cavalos mais rápidos. Henry Ford

Há sabedoria na multidão. Nem sempre sabemos ao certo o que ou como é a solução que queremos, mas sempre sabemos o que desejamos sentir ou nos beneficiar com ela. Na época em que não havia automóveis, o natural era se pensar na única opção disponível de transporte: cavalos. Ford captou a real necessidade: mais rapidez para se chegar do ponto A ao B. E partiu para o desenvolvimento dos primeiros automóveis.

Essa perspicácia de focar em uma solução, essa forma simples de querer resolver, é um modelo mental mais que necessário nos dias de hoje. Já há tanta informação, realidades paralelas, múltiplas tarefas com que temos que lidar todos os dias, por quê, então, ainda precisamos dificultar algumas coisas? Principalmente se podemos deixá-las simples, mais fáceis de fazer, mas não menos importantes ou de valor? E ainda nos tornarmos mais produtivos?

E não sou só eu que ando nesse incômodo saudável. Gigantes como a IBM e KPMG chegaram à conclusão de que tornar complexo o que quer que seja dentro de uma empresa, é criar seu próprio desafio de negócio. A complexidade deve ser encarada como desafio de interpretação e de trabalho a fazer e não como uma forma de desserviço e impeditivo de construção. Então, make it simple.

Se pode ser resolvido, resolva.

Por quê teimar em buscar o caminho mais longo, quando a solução está bem ali, na nossa frente? Tudo bem se o seu perfil é mais analítico ou a natureza do seu negócios é 100% pautada em pesquisas mais longas que embasam uma solução. Mas vale sempre ficar atento aos que nossos clientes pedem, falam ou expressam sutilmente. Escute. A sabedoria de quem atua há milênios na indústria traz à tona soluções prontas ou quase prontas. Cabe a nós simplificar nossos ouvidos.

Agora, precisamos refletir. É fácil simplificar a rotina de trabalho? Criar soluções de Customer Relationship para todo tipo indústria? Ou até mesmo liderar uma equipe rumo à simplificação das soluções? NÃO. O ponto é que temos que começar. E cuidar para que simplificar seja, cada vez mais, uma filosofia de vida, na esfera pessoal e no trabalho. 

Quanto mais direto, transparente e com prioridades definidas nossos projetos tiverem, maior é a probabilidade de que eles deem certo. Simples assim.

Se eu puder aconselhar você, como tenho feito comigo, é para descomplicar. Faça da simplificação o seu driver de trabalho, o seu driver principal de gestão e de solução. Espero que eu e você cheguemos à questão vitoriosa: “por quê eu complicava tanto?”.

Por Solemar Andrade – CEO da Plusoft