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A importância da curadoria para desenvolvimento da IA

Quando ouvimos a palavra curador, geralmente associamos aquele profissional ligado a arte, que faz a curadoria de exposições, certo? Essa pessoa (no âmbito da arte) é quem está responsável por toda a organização, desenvolvimento, e por encontrar peças que estejam ligadas ao propósito do tema a ser apresentado em uma galeria, por exemplo. Ou seja, esse curador tem papel decisivo para o sucesso da exposição. Agora, vamos mudar um pouco o cenário e trazer esse mesmo profissional (mas com domínios diferentes) para o campo da tecnologia. É o que chamamos de curadoria para desenvolvimento de Inteligência Artificial.

Essa curadoria, que também pode ser chamada de curadoria digital, envolve uma série de atividades voltadas para a gestão de dados, do seu planejamento e criação, passando pela seleção de formatos e documentação de tudo o que é importante para uma empresa e que deverá servir como alimento base para uma IA. Em palavras mais simples, o profissional curador com foco em inteligência artificial, precisa entender a fundo de desenvolvimento de tecnologia, processos de gestão do conhecimento e, claro, de inovação. 

É com todas essas diretrizes em mãos que o curador se torna aquele profissional com capacidade de discernir, saber usar um código de comunicação, um dado, uma combinação de palavras em um significado que são, literalmente, a fonte da natureza humana. Ou seja, é esse profissional que vai ler a sua empresa, detectar as suas necessidades, e transformar tudo isso numa IA que é…a cara do seu negócio, que é automatizar (ou digitalizar) tudo o que a sua empresa pode fazer pelo cliente.

E só para reforçar, um robô nada mais é do que um robô. Para que ele possa ajudar você ou ser aquele Assistente Virtual Inteligente de ponta, ele precisa ser “educado” para tal, desenvolvido para atender as necessidades do consumidor. Um robô não nasce falando ou sugerindo tudo o que o cliente precisa, ele é doutrinado para isso, ele recebe as orientações do curador. Tem mais, e é bom entender todo o contexto da importância dessa curadoria.

 

IA: qual o poder deles?

 

Segundo a Intel, até 2025, os serviços que contam com IA, movimentarão, em média, US$ 36,8 bilhões. E o Brasil, por exemplo, ainda tem números um tanto tímidos, mas que já se portam como gente grande: só em 2018, por exemplo, a estimativa é de que o país gastou cerca de US$ 182 milhões com Inteligência Artificial.

E essa movimentação por aqui é bem visível, já que, segundo o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots, do Panorama Mobile Time/Opinion Box, existem mais de 17 mil bots em atuação no Brasil, criados e desenvolvidos por 66 empresas especializadas nesse mercado. Agora, para você notar que essa tecnologia está em pleno crescimento no país, de 2017 para 2018, o número de negócios que surgiram para suprir a demanda por IA foi de 27%. 

Toda essa essa revolução tecnólogica que, sim tem nos beneficiado em muitos aspectos, faz com que vejamos a tecnologia como única e exclusiva peça no mundo da Inteligência Artificial. Cultivamos uma certa superestimação tecnológica e esquecemos do ativo mais precioso em qualquer projeto e inovação: o conhecimento humano. 

Precisamos desmistificar a supervalorização da tecnologia. Na verdade, as ferramentas estão aí e praticamente qualquer um pode copiar. O diferencial mesmo é a base de conhecimento, a curadoria. Este sim é o ouro nas mãos de quem cria uma Inteligência Artificial.

 

De humano para humano

 

Vamos a prática. Para se construir uma IA que fará a diferença no seu negócio, é essencial ter todo um trabalho preparatório para o nascimento dessa inteligência. Sem o nosso conhecimento, um robô é apenas…um software ou hardware sem “botão” para ligar. 

É com base em todas as informações que uma empresa capaz de criar IA de ponta reúne, que a tecnologia é desenvolvida feita sob medida para o seu negócio. Por exemplo: não basta ter informação e apenas inserir isso num robô, é preciso entender todas as necessidades e dores de uma marca para traçar como a Inteligência Artificial pode cuidar desse atendimento ao cliente.

O bom é que a IA é programada para antecipar da melhor maneira possível o comportamento do usuário e compreender quais são seus hábitos. Com isso, esse robô passa as informações para a mão humana, que estuda a fundo todos esses dados comportamentais. Daí, chega-se a uma conclusão e a tecnologia é moldada com essa base de conhecimento para criar o atendimento moderno que você precisa — eis aqui a curadoria.

Somos os responsáveis pela análise da empresa, a organização dos dados e a implementação das ferramentas certas na criação de uma IA eficaz e potente. Afinal, informação não é conhecimento, é preciso mais. Então, nada de acreditar que contratando uma empresa que promete a “fórmula mágica” da IA para o seu negócio, rodando já dentro de alguns dias, é a melhor escolha. Verifique sempre se ela terá todo aquele cuidado e dedicação em, antes de tudo, entender o que é o seu negócio, o que você faz. Só para depois disso, gerar um robô feito para ajudar a empresa a crescer. É quase como um trabalho artesanal.

Quem está por trás de tudo isso, mais uma vez, somos nós, humanos. Não é à toa que, por exemplo, profissionais como os Cientistas de Dados (que leem os dados coletados com Big Data e transformam isso em IA) continuam sendo um dos mais procurados no mercado, sendo uma das profissões mais importantes de todos os tempos e da atualidade.

Afinal, segundo um levantamento feito pela McKinsey & Company, os varejistas que apostaram em Big Data e IA combinados, têm um aumento médio de 60% na sua margem operacional. Precisamos do robô? Sim. Mas precisamos muito mais da nossa própria curadoria para criar essas máquinas.

 

Marildo Matta, CEO da Virtual Interactions