|
Surpresas nos acometem a todos os momentos. Quando nos sentimos
muito bem, realizando atividades profissionais dentro de nossa própria
empresa, ou dentro da corporação que nos contratou,
e temos um reconhecimento (cada vez mais raro) referente a este
trabalho, experimentamos uma tendência de nos sentirmos confortáveis.
Podemos citar como exemplo o ocorrido na Copa do Mundo da Alemanha,
depois do show de bola que nossas feras demonstraram nos amistosos
e nos torneios anteriores à Copa, tivemos uma enorme frustração
durante o principal torneio mundial de futebol. Podemos dizer que
foi difícil motivar um time de estrelas, que obteve sucesso
e reconhecimento recente? Nas empresas, no mercado de trabalho,
não é diferente.
Afirmo que devemos comemorar cada uma das nossas realizações
com todos os participantes, o que será o combustível
para empreendermos a próxima etapa de nossa conquista, porém
devemos fugir da situação de que, depois da conquista,
estaremos confortáveis. A forma de evitarmos estas situações
de conforto está em criarmos o hábito de prepararmos
um plano de ação para que possamos estar orientados
o tempo todo, prevendo os possíveis obstáculos que
precisaremos ultrapassar.
É evidente que não poderemos pensar em tudo, porém
o quanto melhor nos prepararmos (o que parece ter sido o foco de
nossa seleção), teremos mais chances de enfrentar
as adversidades e as dificuldades das disputas que teremos em nossa
jornada.
Podemos ver como exemplo na grande maioria das empresas classificadas
como as melhores empresas para se trabalhar, conforme as 150 Melhores
empresas para se trabalhar e The great place to work. Estas estão
desenvolvendo programas voltados para o atendimento das necessidades
dos funcionários. Aqui não estamos falando de desejos,
e sim de necessidades legítimas de crescimento, desafio,
ambiente de trabalho e uma possibilidade de visibilidade de sua
vida e de sua carreira em longo prazo.
Lembremos que estamos convivendo em um período econômico,
onde a palavra de ordem em empregabilidade e trabalhabilidade, que
é "resiliência", onde percebemos que as situações
de se trabalhar sob stress tende a aumentar, devido à altíssima
competitividade dos mercados e as constantes reduções
das margens impostas pelo próprio mercado.
A utilização de ferramentas que possibilitem aos
profissionais desenvolverem seu autoconhecimento, entendendo seus
fatores que o diferenciam de outros profissionais e, ao mesmo tempo,
nos possibilita compreender os pontos que precisamos melhorar, possibilitará
aos profissionais ou empresas que larguem à frente neste
ambiente que se apresenta cada vez mais competitivo, minimizando
as eventuais surpresas que o mundo dos negócios nos reserva.
As situações onde somos pegos de surpresa, por diversas
razões, podendo ser até de nos recusarmos a ver e
entender o ambiente que apresenta a determinada situação,
nos exige uma força excessivamente grande para revertermos
às causas destas mudanças. Pois estaremos agindo diretamente
quando nossa auto-estima estiver abalada, e sabemos o quanto nos
prejudicamos, quando agimos em razão das decisões
onde nosso lado emocional esteja abalado.
Este suporte de planejamento profissional e pessoal, que tem sido
oferecido aos profissionais, encontra uma boa aceitação
muito interessante dos funcionários, que os prepara para
evitar efeitos traumáticos de descontinuidades inerentes
ao mercado de trabalho, permitindo minimizá-las. Além
disso, ratifica a mensagem de que é enquanto o time está
ganhando, onde nossa auto-estima esteja elevada, que é a
hora certa de pensarmos nos próximos passos de nossa trilha.
A escolha é sempre nossa! Podemos deixar os caminhos como
estão, ou poderemos traçar, construir e assumir o
controle (o que parece não ter sido o que aconteceu com nossa
seleção) do caminho que nos leve à realização
profissional e pessoal.
Fonte: www.floro.com.br
José Floro é sócio diretor da Floro Gerenciamento
de Carreira. (jose.floro@floro.com.br)
|